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Miudezas de cabrito? Blheack

05.04.17

Queria comprar um pouco de borrego para o jantar de ontem. Chegada ao talho do supermercado (hora de almoço) constato que borrego, nem vê-lo (está em promoção, esgotou.... ). Ando por ali às voltas, sem saber bem o que levar...

Outra promoção, cabrito. Eu adoro cabrito, mas sou muito "hipócrita": nunca o comprei e faz-me pena o bicho ali, inteiro, despido (e ainda consigo visualizar os cabritos com que brinquei na infância). É um conflito interior, acho mal comermos carne, mas acho também que é adequado à nossa espécie. (Já tentei uma "plant based diet" mas abandonei).

O marido que estava comigo lá pediu ao senhor do talho, meio cabrito, com as "miudezas" incluídas (e meia cabeça, que pedi para colocar num saco à parte, dei logo à sogra para a comida dos cães).

Miudezas: rim, coração, fígado e "bofe" (pulmão).

O que fazer? A única sugestão do marido era arroz, coisa que evito comer.

O que fiz? Arranjei as peças o melhor que soube, cortei em pedaços pequenos e salteei numa frigideira bem quente, com um pouco de sal e azeite. Fui juntando vinho branco (sempre com a frigideira quente, para ajudar a evaporar o álcool), um pouco de massa de pimentão caseira, polpa de tomate biológica, pimenta rosa. Depois de já estarem algo cozinhados, coloquei couve coração (cortada em juliana) a "cozer/suar/saltear) naquele molho e vapor aromáticos. Tapei a frigideira com uma tampa.

Resultado final? Muito saboroso, inclusive trouxe para o almoço, sem mais nada.

Acho mesmo que  vou começar a apostar mais nestes pratos, as miudezas são muito ricas em ferro, vitaminas do complexo B e zinco. E costumam ser um alimento económico (porque poucas pessoas as gostam de consumir).

As miudezas são também conhecidas como fressura, sendo a fressura um prato típico de certas regiões de Portugal.

 

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publicado às 10:30

O futuro do "plástico"

29.03.17

Isto sim é uma boa inovação

 

 

Nota: tomei conhecimento desta invenção através de um vídeo semelhante que vi no facebook, mas que não consigo partilhar aqui  

 

publicado às 15:25

"Arroz" (ou cuscus) de couve flor

28.03.17

Na "corrente" paleo evitam-se os cereais, em especial os com glúten, mas também todos os restantes, arroz incluído.

Uma das receitas que já tinha visto em vários locais é o "arroz de couve flor". Finalmente resolvi experimentar.

Na minha opinião a textura parece-se mais com cuscus, mas de grão mais grosso.

Fiz assim:

1. Cortei a couve flor em raminhos e triturei na yammi (uns quantos segundos na velocidade 4). Vi várias receitas, na maioria optava-se por usar o ralador. Em algumas dava-se um pequeno "escaldão" antes.

2. Entretanto tinha na frigideira anti aderente uma cebola a saltear com cogumelos frescos (cortados em lâminas) e um pouco de "bacon caseiro" (tentei fazer bacon em casa, o sabor ficou muito bom mas nada semelhante aos de compra);

3. Juntei a couve flor aos pedacinhos, deixei que "fritasse" um pouco, depois juntei um pouco de caldo de frango (cozi um frango do campo, com uma parte do caldo fiz uma canja, o restante congelei para outros pratos);

 

Fui vigiando, até que me parecesse estar com uma boa consistência. Devo dizer que me surpreendeu pela positiva.

 

(foto retirada daqui

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publicado às 15:13

A Prática do Não Julgamento

24.03.17

Já aqui referi que faço parte de um grupo de meditação. 

Nesta última aula (e porque na próxima semana não haverá) a facilitadora resolveu passar-nos um "TPC": treinar o não julgamento!

 

Dizia ela que se considerava uma pessoa que pouco julgava os outros. No entanto, quando começou a fazer este exercício, tomou consciência do número de vezes em que julgava os outros: pelo que diziam, pelo que faziam, pela roupa ou aspecto exterior!

O desafio é tomarmos consciência desse acto de julgar e afastarmos esse julgamento da mente. 

Começando pelo auto-julgamento (que é algo que também tendemos a fazer diariamente, quantos de nós não somos os piores críticos de nós próprios?).

 

"Este hábito de categorizar e julgar as nossas experiências aprisiona-nos nas reacções mecânicas, que não são sequer conscientes e que muitas vezes não têm nenhuma base objetiva. Esses julgamentos tendem a dominar as nossas mentes, o que torna difícil encontrarmos paz dentro de nós mesmos. É como se a mente fosse um yo-yo, indo para cima e para baixo na corda dos nossos próprios julgamentos durante todo o dia. Se duvida desta descrição da sua mente, basta observar o quanto está preocupado com o gostar e o não gostar, por exemplo, durante um período de dez minutos."

Mindfulness Institute

 

Desafio aceite, ontem dei por mim em vários julgamentos, coisas simples mas que acabam por "moer" e piorar o meu estado de espírito. Um desafio, portanto.

 

Mais informações sobre o tema não julgamento 

lifestyle.sapo.pt

Dharmalog.com/

Nokomando 

 

 

 

 

publicado às 14:50

Moranguices

14.03.17

Só para fazer "inbeja" virtual. 

Só é pena a internet não ter cheiro... hummm

IMG_20170313_175213.jpg

 

(o marido produz morangos, nesta altura do ano começam a ser super doces e aromáticos... é comer até "fartar")

 

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publicado às 11:43

Quem se lembra....

13.03.17

Dos "Da Vinci" e a sua música "Conquistador"?

A B. andava a cantarolar essa música (não sei onde a ouviu). No sábado lá a procurei no youtube e, confesso, cantei a plenos pulmões!

No Domingo foi outro dia de cantorias, a caminho de casa dos avós, íamos todos no carro a cantar. E afinadinhos! (not).

 

Era um mundo novo
Um sonho de poetas
Ir até ao fim
Cantar novas vitórias
E ergueram orgulhosas bandeiras
Viver aventuras guerreiras
Foram mil epopeias
Vidas tão cheias
Foram oceanos de amor

 

(refrão) Já fui ao Brasil
Praia e Bissau
Angola Moçambique
Goa e Macau
Ai, fui até Timor
Já fui um conquistador

 

Era todo um povo
Guiado pelos céus
Espalhou-se pelo mundo
Seguindo os seus heróis
E levaram a luz da cultura
Semearam laços de ternura
Foram mil epopeias
Vidas tão cheias
Foram oceanos de amor

 

(refrão)

(refrão)

 

Foram dias e dias

E meses e anos no mar
Percorrendo uma estrada de estrelas
A conquistar

 

(refrão)

(refrão)

 

Fui conquistador
Fui conquistador
Fui conquistador

 

ps: não me responsabilizo se tiverem ficado com esta música "na cabeça" o dia todo hahaha

publicado às 11:29

Sabes que o teu filho mais novo está a crescer....

09.03.17

Quando acorda a meio da noite, sai da sua cama, passa pelo wc para ir buscar o "banquinho" dele, o leva para o teu quarto e sobe sozinho para a tua cama!

Meu querido R., ainda agora fizeste 2 anos e já estás tão autónomo... 

publicado às 15:57

Dia Internacional da Mulher

09.03.17
Ontem comemorou-se o dia Internacional da Mulher.
Este dia "é o resultado de uma série de fatos, lutas e reivindicações das mulheres (principalmente nos EUA e Europa) por melhores condições de trabalho e direitos sociais e políticos, que tiveram início na segunda metade do século XIX e se estenderam até as primeiras décadas do XX".
No entanto, em plenos Séc. XXI, na Europa, as mulheres voltam a sentir descriminação, medo de andar na rua ou frequentar um café.
 

 

Ao invés de comemorarmos com jantares, flores e afins, deveríamos investir mais em promover a igualdade entre sexos (aceitando, claro, que há diferenças entre homens e mulheres), desmistificando estereótipos e fazendo valer os nossos direitos.

Isto começa por nós, mulheres. Começa na aceitação da nossa natureza de mulher, na aceitação do nosso corpo sem preconceitos impostos pela indústria da moda.

Na aceitação das outras mulheres, sem criticas desconstrutivas

Na educação que nós, mães, damos aos nossos filhos e filhas.

Rapazes podem brincar com bonecas, fazer tarefas domésticas, aprender a cozinhar, tratar da roupa, da casa.

Raparigas podem brincar com ferramentas, aprender bricolage, mecânica, jogar futebol.

Em não aceitarmos que pessoas que supostamente nos representam, nos discriminem

E lembremo-nos porque é comemorado este dia, nesta data e não noutra qualquer.

 

 

publicado às 11:46

Sou muito organizada na cozinha e não sabia :)

06.03.17

Esta semana que passou andei tão organizada com as refeições, fiquei espantada comigo própria!

Na terça-feira fiz jantar para esse dia e adiantei o de quarta (polvo à lagareiro).

Ontem em cerca de 1h, 1h e meia, fiz jantar de Domingo e de Segunda (e quem sabe mais algum dia):

  • Bacalhau à Conde da Guarda (receita feita na Yammi2) mas em maior quantidade.
  • Sopa de Espinafres (levou parte da água de cozer o bacalhau)
  • Frango estufado
  • Legumes assados
  • Salada de alface e espinafres (com parte dos espinafres que sobraram da sopa)
  • Queijadas de leite paleo

 

Menus

  • Domingo: sopa + bacalhau à conde + salada de alface e espinafres 
  • Segunda-feira: sopa + frango estufado + legumes assados (provavelmente farei uma massa para os pequenos)

Ontem sobrou bastante bacalhau, provavelmente será a refeição de terça-feira, pois vou chegar tarde nesse dia.

Se sobrar frango irei incorpora-lo noutra receita. Ou então aqueço esse frango para os miúdos e faço uns ovos escalfados para os adultos (no molho de tomate, hummm).

 

Quais os truques para tanta coisa em tão pouco tempo?  

  • Enquanto a Yammi fazia o refogado (5 minutos) e cozia o bacalhau (10 minutos) arranjei as batatas para o puré, os legumes para a sopa, para o assado de legumes e para o frango estufado.
  • Enquanto fazia o puré (25 minutos) coloquei o frango no tacho, com os devidos temperos e a cenoura. Lavei a alface e os espinafres
  • O facto de não ter de lavar o copo da yammi facilita imenso, depois de o bacalhau estar feito é só acrescentar os legumes para a base da sopa, o caldo de bacalhau (que aromatizou bastante a sopa e assim não foi desperdiçado).
  • O meu forno é ventilado, por isso consigo usar até 3 níveis ao mesmo tempo. Assim, numa primeira fase coloquei o bacalhau e os legumes. Quando retirei o bacalhau, coloquei nesse nível o tabuleiro com as queijadas.

 

As receitas: 

 

 

 

publicado às 12:47

Documentários interessantes - #8 The true cost

03.03.17

Já há bastante tempo que pretendia ver este documentário e depois do post do blog ana go slowly lá me decidi.

 

 

O documentário aborda as diversas faces da moda, em especial a "fast fashion - moda rápida", que também poderíamos designar por moda descartável: "padrão de produção e consumo no qual os produtos são fabricados, consumidos e descartados – literalmente – rápido".

Alguns dos problemas citados (alguns já conhecidos, outros talvez sejam novidade):

- a produção de roupa "rápida" é feita em países em vias de desenvolvimento, em que os trabalhadores são quase explorados, muitas vezes recorre-se a trabalho infantil e em condições bem precárias. Quem se lembra do acidente numa fábrica de roupa do Bangladesh, onde morreram cerca de 1000 pessoas?

- a poluição gerada na produção de matérias primas - grande parte do algodão é produzido na Índia, é OGM e está a causar doenças nas crianças da região, devido ao uso de pesticidas. A taxa de suicídios entre os agricultores indianos também aumentou com o uso de OGM. A industria do vestuário é a segunda maior poluidora, após a do petróleo.

- os resíduos gerados com o descarte das peças usadas é enorme, só em Portugal são cerca de 230 toneladas anuais que vão para aterro ou são incineradas (estima-se que cerca de 5% de todos os resíduos gerados).

- o vestuário usado, quando é encaminhado para doação, muitas vezes vai parar em "fardos" a países sub-desenvolvidos. Neste documentário davam o exemplo do Haiti. A importação de roupa usada naquele país está a gerar desemprego, pois deixou de existir industria de vestuário. Por outro lado gera resíduos, que não têm como tratar. 

 

Este assunto dá literalmente "pano para mangas" e todos nós deveríamos repensar a forma como encaramos o nosso vestuário.

No blog slower a autora escreveu um excelente artigo sobre o ciclo de vida da nossa roupa.

aqui uma excelente reportagem da BBC sobre o assunto.

E o movimento fashion revolution que vale a pena explorar.

 

 

 

publicado às 15:32





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