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Dia Internacional da Mulher

09.03.17
Ontem comemorou-se o dia Internacional da Mulher.
Este dia "é o resultado de uma série de fatos, lutas e reivindicações das mulheres (principalmente nos EUA e Europa) por melhores condições de trabalho e direitos sociais e políticos, que tiveram início na segunda metade do século XIX e se estenderam até as primeiras décadas do XX".
No entanto, em plenos Séc. XXI, na Europa, as mulheres voltam a sentir descriminação, medo de andar na rua ou frequentar um café.
 

 

Ao invés de comemorarmos com jantares, flores e afins, deveríamos investir mais em promover a igualdade entre sexos (aceitando, claro, que há diferenças entre homens e mulheres), desmistificando estereótipos e fazendo valer os nossos direitos.

Isto começa por nós, mulheres. Começa na aceitação da nossa natureza de mulher, na aceitação do nosso corpo sem preconceitos impostos pela indústria da moda.

Na aceitação das outras mulheres, sem criticas desconstrutivas

Na educação que nós, mães, damos aos nossos filhos e filhas.

Rapazes podem brincar com bonecas, fazer tarefas domésticas, aprender a cozinhar, tratar da roupa, da casa.

Raparigas podem brincar com ferramentas, aprender bricolage, mecânica, jogar futebol.

Em não aceitarmos que pessoas que supostamente nos representam, nos discriminem

E lembremo-nos porque é comemorado este dia, nesta data e não noutra qualquer.

 

 

publicado às 11:46

Desabafo

02.03.17

Trabalho na área da saúde e ambiente, com pessoas "formadas" e "informadas", algumas com curso superior e mais que superior...

Nos últimos tempos descobri que sou uma espécie de ave rara aqui no serviço, das poucas que faz a separação dos seus lixos, a única que come biológico (e ainda sou "gozada" por o fazer), das poucas que acha que todos juntos podemos mudar (um pouco) o mundo.

A questão da separação dos resíduos faz-me muita comichão, confesso.

Moro a cerca de 3 km do ecoponto mais próximo, no entanto separo tudo e mais alguma coisa. Vidro, papel, embalagens, pilhas, tampas, rolhas, cápsulas de café, óleo (raramente tenho mas separo), equipamentos electrónicos, lâmpadas, material compostável, ...

publicado às 15:45

Menos é Mais

21.02.17

Ando a ler (de forma um pouco inconstante, já que o tempo não abunda por estes lados) o livro "Menos é Mais", de Francine Jay. 

 

 

 

"Um guia minimalista para organizar e simplificar a sua vida."Menos é Mais" é um guia divertido que revela os segredos de uma vida com menos consumo e mais plenitude."

 

 

 

 

 

 

 

Estou a anos-luz de ser minimamente minimalista, mas começo a preocupar-me seriamente com a quantidade de objectos que temos em casa, a maior parte deles parados, sem utilidade aparente. 

Porque acumulamos tantos objectos? Alguns foram dados, outros já tiveram a sua utilidade (e devido a isso estão guardados, à espera que voltem a ter essa mesma utilidade), existem ainda objectos comprados por impulso e outros que, enfim, para lá estão nem sabemos bem porquê!

 

Voltando ao livro, ainda estou no inicio, mas deixo algumas citações que considero especialmente inspiradoras:

 

 

 (páginas 29, 54, 75, 76) 

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publicado às 14:33

Feliz aniversário Baby R.

20.02.17

No sábado o meu traquinas fez 2 aninhos! O tempo realmente não pára!

É o mais novo dos meus 3 filhos, logo estamos a entrar numa nova fase lá em casa, a fase em que deixaremos de ter bebés, para passarmos a ter dois rapazolas e uma pré-adolescente (meeedo)!

Por um lado, é com alguma nostalgia que os vejo crescer, ainda ontem era tão bebé, tão pequenino...

Por outro, confesso que já me cansa ter fraldas sujas para trocar, o fraldário, o balde do lixo com um pivete descomunal, a dependência de quem precisa de nós para tudo, os armários fechados com elásticos, ... 

Mas sei que o tempo se vai encarregar de me dar saudade destes tempos, eles crescem tão rápido, qualquer dia já os 3 querem dormir em casa dos amigos, sair à noite, arranjam namorado(as),....

 

 

publicado às 12:08

Nós, Mulheres

15.02.17

Só um desabafo: porque é que nós, as mulheres, somos tão criticas umas com as outras (e connosco próprias?).

Porque estamos tão desconectadas de nós, da nossa natureza, considerando nojento manifestações naturais do nosso corpo (pelos, menstruação, o próprio envelhecimento).

Isto a propósito de alguém (mulher) que criticava no FB a foto de outras mulheres, de axilas com pelos pintados.

Se é bonito, estético, isso vai de cada um (e do que a sociedade nos impõe). Eu vejo mulheres que assumem o seu corpo, sem vergonha ou tabus, isso para mim é de valorizar. 

 

Deixo alguns pensamentos soltos, lidos em artigos no site Revista Vertigem :

(...) Estou falando de uma sociedade que exige que a mulher se esconda para não ser assediada ou quiçá violentada, como se a questão não fosse os homens não respeitarem o corpo da mulher e a considerarem um objeto de seu prazer.(...)

 

(...) não sou magra, tenho dobrinhas, celulites, meu rosto tem marcas. Você se identificou? Pois é, todas, eu disse todas nós somos assim, porque para ser o ideal do mundo machista nós teríamos que morrer. E sim, efetivamente, mulheres que tentam manter esse perfil de beleza estão morrendo, abrindo mão de suas próprias vidas ou sanidade mental (...)

 

(...) Estudando a história da humanidade, você aprende que não há muita diferença entre as bruxas queimadas na inquisição e, nós, nos tempos atuais. Bruxas não eram más, não eram vadias, eram mulheres que ousaram pensar, dançar com seus corpos gordos, magros, pretos, brancos, manchados, reais! Mulher, você não precisa ser aprovada por homem algum para ser amada, precisa mesmo é conhecer seu poder feminino (e isso não tem nada a ver com expulsar as invejosas) e saber que chamar uma outra mulher de vaca, vadia e piranha é um xingamento estendido a você mesma e à sua mãe. Precisa conhecer e viver uma palavra chamada sororidade e reconhecer que, quando ataca uma foto de outra mulher, não é porque está avaliando um crime, mas por você ter que tocar, através  da foto e dos xingamentos, em todas as suas dores, amarguras, medos e abandonos. (...)

 

Aqui falo de mulheres, mas possívelmente os homens também "sofrem" destas pressões. "Homens não choram", por exemplo, é uma frase tão castradora e limitadora da natureza masculina... 

publicado às 14:45

Arranjar ou comprar novo?

17.01.17

A propósito da necessidade de refrear o consumismo, o reduzir, reparar e afins, ontem senti na pele como é tão fácil deitar fora...

Chego à escola do Z., a auxiliar faz-me notar que a roupa extra que está na mochila dele é de verão (havia necessidade de lhe trocarem as calças mas só tinha uns calções... ups!). Lá fomos ao cabide, ao pegar na mochila noto que tem o fecho descosido.

Primeiro pensamento: "ah, a mochila já é velha, compro outra". O meu grilo falante alertou-me, e muito bem, que a mochila está relativamente boa, fica meses pendurada no cabide sem que ninguém lhe toque, qual a necessidade de deitar fora?

Já em casa, depois do jantar, dispus-me a tentar arranjar a dita. Primeiro cozi com linha branca (a mochila é vermelha), depois tentei enfiar os dentes (do fecho, tá?) no cursor, lá consegui depois de grandes voltas (incluindo o uso de um alicate e chave de fendas).

Dei mais uns pontos mas resolvi cozer por cima em vermelho (e descoser no final a linha branca). O resultado estava mais ou menos, mas não interessa, afinal era para colocar no cabide. Arrumo a linha vermelha, tento fechar o zipper, o que leva a que o mesmo feche mal, a pega se parta, o fecho se volte a descoser... 

Não me senti vencida, fui buscar novamente a linha vermelha (mas que entretanto se tinha enrolado no fecho da bolsa onde guardo as linhas!!!), mais uns pontos, uma espetadela de agulha, um apertar do cursor. Ficou bem (pensei eu) mas ao fechar o fecho abre-se (haaaaaa), mais umas manobras (por esta altura já estava de volta daquilo há uns bons 40 minutos), um pouco de cola e a questão resolveu-se! Consegui fechar a mochila, agora rezo (ou rezaria, se fosse crente) para que nunca, mas mesmo nunca, seja necessário abrir a mochila!

 

 

 

 

 

 

publicado às 14:46

Pacotes de açúcar com recados de matemática

16.01.17

Todos os dias bebo café, mas não consumo açúcar. No entanto, guardo alguns dos pacotes, pois servem para as visitas que vão lá a casa e bebem café com açúcar (não uso açúcar branco em casa).

Recentemente, deparei-me com "recados" da associação de professores de matemática (APM) nos pacotes de açúcar. Achei engraçado, até porque confirmam aquela velha máxima de que a matemática está em todos os lugares.

Eu confesso que não entendo a aversão da maior parte das pessoas à matemática, tudo bem que há matemática mais complicada, mas fazer cálculos, resolver problemas, para mim sempre foi desafiante... (devo ser e.t.!)

 

  

Pelos vistos é uma série de 10 pacotes diferentes (para além dos da imagem tenho mais dois diferentes). E, descobri hoje, há quem faça colecção deste tipo de pacotes, inclusive vi à venda num site a colecção inteira... (as coisas que eu desconhecia).

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publicado às 14:20

As minhas "marias"

10.01.17

Desde final de Agosto de 2016 que temos galinhas em casa. Mais propriamente 1 galo (o Nicolau) e 7 galinhas (Gema, Clara, Preciosa, Matilde, Ema, Gertrudes, Rosa).

E há lá coisa melhor do que chegar a casa e ter uns ovos caseiros? Por vezes só 1 ou 2, outras vezes 6 de uma só vez!

GALINHAS.jpg

Obviamente ter galinhas dá trabalho e custa dinheiro.

Primeira despesa: a casa delas! Têm um pequeno galinheiro, comprado on-line, onde se recolhem à noite e colocam os ovos (claro que já colocaram ovos em locais inusitados, o mais estranho foi dentro do prato do Pintas (um dos cães), mas também no telhado da casa delas ou simplesmente à porta!). Na zona do galinheiro o maridão fez um telheiro, para que não lhes chova dentro do T3.

Segunda despesa: alimentação! As minhas galinhas são muito gourmet, comem milho e ração biológicos (temos de ir propositadamente a uma loja, a cerca de 30 km da nossa casa). Isto para garantir que não comam OGM's e tentar que ingiram uma quantidade minima de pesticidas e outros quimicos. Também comem trigo, girassol, linhaça, pão, a comida dos cães (estão no mesmo recinto), os bichos que apanham, as ervas... bom, no caso das ervas, elas são tão comilonas que não há uma única erva no quintal (cerca de 800 metros quadrados de terreno), pelo que aqui a "je" ao fim-de-semana apanha ervas no quintal da sogra para as meninas.

Parte chata: a casa delas tem de ser limpa: todas as semanas mudo a serradura que forra o chão e limpo o telhado. Três meninas insistem em dormir em cima da casa delas e não dentro de casa... e o wc é onde quer que estejam!

Ter galinhas é altamente vantajoso para quem tem quintal. Nós temos uma zona onde depositamos os materiais compostáveis (restos de limpezas do quintal, cascas, uma fruta mais madura, umas folhas de couve mais amareladas...). Quando as galinhas chegaram já tínhamos um monte considerável, passado um mês, onde está o monte? Elas raspam, comem o que lhes apetece, raspam mais um pouco, enfim, ajudam na compostagem. E o meu quintal está limpo, a terra fofa e creio que no próximo ano terei as melhores maçãs e figos de sempre!

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publicado às 15:27

Meditação

05.01.17

Hoje foi dia de meditar. 

Estou (à cerca de 2/3 meses) num grupo de meditação. É um grupo pequeno, somos 5 mulheres e a facilitadora.

 

 

Para além da meditação, falamos um pouco sobre tudo, a maior parte das vezes de temas mundanos, mas por vezes as conversas são mais intimistas. 

Hoje senti alguma dificuldade em concentrar-me, em "fugir para o meu mundo", penso que derivado da falta deste exercício durante o último mês (Dezembro foi um mês em que não fiz exercício, dieta ou meditação). Fizemos um exercício com base em mindfulness (atenção plena), desta vez partindo da observação das nossas mãos e tomada de consciência das mesmas (ver, sentir), exercícios de respiração e o que eu chamo "viagem" (quando somos levadas para um outro local, onde deixamos as emoções negativas). 

A B. também faz meditação à sexta (há cerca de 1 mês), o J. à quarta (desde Setembro). Para já não noto grandes resultados (se bem que a B. melhorou as notas nos últimos testes e a meditação pode ter dado uma ajuda - pelo menos a ideia é melhorar a concentração). 

Meditar é para continuar, pelo menos até ao Verão!

publicado às 16:09

2017

02.01.17

Sou uma pessoa de hábitos e rotinas, não lido muito bem com mudanças externas, confundem-me (nem sei até que ponto não tenho uma qualquer patologia associada a isto… ).

No entanto, gosto de recomeços. Mas estes têm de vir de mim, do meu interior. Setembro já foi um mês de recomeços, abracei alguns objectivos (uns foram atingidos, outros não). Em Dezembro abracei outros, que posso considerar como objectivos 2017:

- Destralhar/adoptar um estilo mais minimalista: a verdade é que a minha casa se está a tornar num caos, muitos brinquedos, muita energia (tralha mesmo) parada. No dia 25 de Dezembro tive um acesso de arrumação, peguei em brinquedos que os miúdos já não usam e separei para dar: 1 saco para a sala do J., um saco para a sala do R. . A B. foi uma querida e deu a volta aos livros, dois sacos para a sala do J., um saco para a sala do R.. Recolhi outros brinquedos maiores, de bebé, que vou dar  a quem precise ou tentar vender no olx. Dei a volta aos meus livros, tenho também uns quantos que coloquei à venda. Outros talvez vá doar à biblioteca municipal. Recolhi também os medicamentos/cremes que já não usamos ou terminaram a validade, vão para a farmácia para reciclagem. Arrumei as gavetas da roupa do J. e de um roupeiro. Falta arrumar umas quantas gavetas, que têm objectos que já não usamos há anos!

- Voltar a ler romances/ficção. Em criança/adolescente/antes de ser mãe lia bastante, de forma compulsiva. A maternidade trouxe-me a necessidade de ler sobre outros temas (maternidade, educação, saúde, alimentação), livros mais técnicos. Agora quero voltar aos romances, de preferência históricos ou com histórias que me façam pensar (não gosto de romances muito românticos…).

- Poupar mais! Já fiz as contas por alto, de 2015 para 2016 mantive uma média de gastos mensais (em supermercado e mercearias biológicas) por pessoa do agregado muito próximo, mas penso que pode ser melhorado. O meu objectivo de 400€ por mês não tem sido cumprido, mas vou mantê-lo (teimosa que eu sou!). Vou tentar fazer algumas vendas de objectos/livros/roupas, que pretendo colocar numa conta de poupança.

- Visitar mais museus. Há uns anos, ainda só tínhamos a B., implementámos o objectivo de visitar um museu por mês, aproveitando os domingos gratuitos. Quero tentar fazer o mesmo este ano. O objectivo será 6 visitas (portanto 1 museu a cada 2 meses).

- Descomplicar, meditar, acalmar, organizar, brincar… quero praticar mais estes verbos!

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publicado às 12:34


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