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Documentários interessantes - #9 Decrescimento: do Mito da Abundância à Simplicidade Voluntária

05.07.17

descrescimento.JPG

"Diante do colapso do sistema socioeconómico devido à crise ambiental e de recursos que o planeta está a passar, um novo movimento social está a montar uma alternativa sustentável que tem em conta os limites do planeta.

Professores, economistas, engenheiros e filósofos participam neste importante movimento em países como França, Itália, Espanha, Reino Unido ou Canadá."

 

SERGE LATOUCHE Propoe  “Uma sociedade do decrescimento e descreve  como se deveria realizar essa transição nas Sociedades consumistas, evitando deste modo uma catástrofe  ecológica e Humana,  pois os recursos do planeta não são inesgotáveis.

Para Serge Latouche, o decrescimento é uma 'utopia concreta': não podemos continuar a perseguir infinitamente o crescimento, a economia e o progresso económico, quando o nosso planeta se encontra Em em declínio – é preciso um modelo alternativo, uma filosofia e um modo de vida gradual e serenamente decrescente.”

In: decrescimentosustentavel

 

 

Documentário muito interessante e pertinente nos dias de hoje.

Já não podemos pensar num "crescimento sustentável", simplesmente porque já não há muito espaço para esse crescimento.

Disponível no RTP Play

 

 CITAÇÕES:

"Temos de decrescer , sem qualquer dúvida e há duas formas de fazê-lo "ou fazêmo-lo nós voluntária e colectivamente, ou a natureza encarregar-se-à disso".

"É chegado o momento de escolher como será o nosso futuro no planeta!" 

publicado às 13:05

O futuro do "plástico"

29.03.17

Isto sim é uma boa inovação

 

 

Nota: tomei conhecimento desta invenção através de um vídeo semelhante que vi no facebook, mas que não consigo partilhar aqui  

 

publicado às 15:25

Documentários interessantes - #8 The true cost

03.03.17

Já há bastante tempo que pretendia ver este documentário e depois do post do blog ana go slowly lá me decidi.

 

 

O documentário aborda as diversas faces da moda, em especial a "fast fashion - moda rápida", que também poderíamos designar por moda descartável: "padrão de produção e consumo no qual os produtos são fabricados, consumidos e descartados – literalmente – rápido".

Alguns dos problemas citados (alguns já conhecidos, outros talvez sejam novidade):

- a produção de roupa "rápida" é feita em países em vias de desenvolvimento, em que os trabalhadores são quase explorados, muitas vezes recorre-se a trabalho infantil e em condições bem precárias. Quem se lembra do acidente numa fábrica de roupa do Bangladesh, onde morreram cerca de 1000 pessoas?

- a poluição gerada na produção de matérias primas - grande parte do algodão é produzido na Índia, é OGM e está a causar doenças nas crianças da região, devido ao uso de pesticidas. A taxa de suicídios entre os agricultores indianos também aumentou com o uso de OGM. A industria do vestuário é a segunda maior poluidora, após a do petróleo.

- os resíduos gerados com o descarte das peças usadas é enorme, só em Portugal são cerca de 230 toneladas anuais que vão para aterro ou são incineradas (estima-se que cerca de 5% de todos os resíduos gerados).

- o vestuário usado, quando é encaminhado para doação, muitas vezes vai parar em "fardos" a países sub-desenvolvidos. Neste documentário davam o exemplo do Haiti. A importação de roupa usada naquele país está a gerar desemprego, pois deixou de existir industria de vestuário. Por outro lado gera resíduos, que não têm como tratar. 

 

Este assunto dá literalmente "pano para mangas" e todos nós deveríamos repensar a forma como encaramos o nosso vestuário.

No blog slower a autora escreveu um excelente artigo sobre o ciclo de vida da nossa roupa.

aqui uma excelente reportagem da BBC sobre o assunto.

E o movimento fashion revolution que vale a pena explorar.

 

 

 

publicado às 15:32

Documentários interessantes - #4 - O Café de Chernobyl

17.01.17

Ontem o pós e contras foi dedicado à Central Nuclear de Almaraz.

Não vi o programa, até porque nos últimos a que assisti a Fátima foi de uma parcialidade gritante.

Após o programa, a RTP1 passou um documentário dedicado a Chernobyl. Interessante e assustador.

 

É assustador pensar que sou bem capaz de ter utensílios metálicos em casa a emitir radiação (as aldeias em redor foram saqueadas, o metal resultante do saque foi fundido, vendido para a China e a partir daí, já se sabe, chegou ao resto do mundo).

A central apenas foi descativada em 2000 (os 3 reactores restantes continuavam em funcionamento), no entanto ainda existem trabalhadores no local, já que os reactores têm de continuar a ser monitorizados.

E actualmente o governo da Ucrânia pretende começar a usar os terrenos da área irradiada, mesmo da zona proibida, para usos agrícolas. Do ponto de vista económico eu percebo, a zona tem uma área aproximada à do Luxemburgo. Mas, e a segurança de tais alimentos? Que facilmente irão chegar à cadeia alimentar através da alimentação directa ou indirecta (alimentação animal para consumo humano).

Só me lembro da célebre frase, "os deuses devem estar loucos".

 

 

 

 

publicado às 11:27

Embrulhos e laços mais sustentáveis

19.12.16

É Natal blá blá blá

E nos entretantos, nesta época festiva são gastos "quilómetros" de papel, fitas, etc... (bem esticadinho daria para chegar à lua?!?)

 

Nada que eu não soubesse, mas o espírito consumista às vezes também me ataca.... e já tenho uns quantos presentes embrulhados em mini popotas e mini pais natal... e com fitas brilhantes!

Mas como ainda vou a tempo, toca de tentar fazer alguns embrulhos mais ecológicos. Usei papel que vinha numa caixa, a acompanhar uns brinquedos que comprei online (e que não são nada ecológicos, diga-se.... para além do próprio brinquedo ser em plástico, trás peças dentro de mais plástico e andou km para chegar às minhas mãos... vá que vieram 4 brinquedos ao mesmo tempo...) e para laços recorri a revistas e fiz um laço em origami . A piada é que já fiz dois laços e os dois ficaram diferentes.... (o meu jeito para manualidades não é muito grande).

 

Estes embrulhos são para os meus filhos, têm também uns desenhos feitos por mim e o nome deles. 

Tenho também outra caixa grande embrulhada no mesmo papel, nessa vou usar carimbos dos miúdos para lhe dar um ar mais giro. 

Entretanto procurei outro tipo de laço, mais simples. Já fiz e de facto fica giro, e é mais simples de fazer (mas o primeiro fica mais "tcharam"

 

E mais uns presentes (ou prendas), desta vez usei papel de revistas para os embrulhos. Adorei o resultado!

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publicado às 12:49

O plástico... conveniente mas letal!

13.12.16

 

 

 Ver estes documentários incentiva-me a diminuir a utilização do plástico. Mas é tão difícil....

Um dos pormenores que abordam neste pequeno vídeo, os cremes com microesferas (esfoliantes), sim, são plástico. Que eventualmente irão parar à água que consumimos porque as ETA's (estações de tratamento de água para abastecimento humano) não conseguem filtrar estas mini partículas.

Há que fazer algo, urgentemente.

 

publicado às 12:51

Documentários interessantes - #3 "Alimentação - Verdades e Mentiras"

13.12.16

Deu ontem na RTP1 um documentário de Frédéric Castaignède sobre OGM (organismos geneticamente modificados). Disponível na RTP Play durante 7 dias

Simples, tenta mostrar (de forma superficial) os dois lados da questão: importância dos OGM (ou a filosofia que está por detrás da sua concepção - resistência a doenças ou herbicidas, no caso das plantas, arroz com maior teor de vitamina A, etc.) e alguns dos seus perigos (ervas "daninhas" resistentes ao herbicida roundup [glifosato], aumento potencial de tumores, entre outros).

Duas situações que para mim foram novidade, no campo dos animais geneticamente modificados: a vaca em que incorporaram dois genes humanos, de modo a que produza leite semelhante ao leite humano (salvo erro com duas enzimas que são produzidas pela mulher) e o salmão geneticamente modificado, que já é vendido para consumo humano nos EUA sem que o consumidor tenha essa informação (isto é, ao comprar salmão, não sabe se é OGM ou não). 

Confesso que estou do lado anti-ogm e não no pró-ogm. Em tempos fiz um trabalho (numa pós-graduação) sobre OGM, tendo-me calhado defender os mesmos. E apesar de entender os argumentos a favor, não consigo ver estas alterações genéticas com bons olhos...

 

publicado às 10:16

Dois temas interessantes: "buy me once" e "zero waste"

11.12.16

Ao ler o blog Descontos e o post do passe-vite deparei-me com a filosofia "buy me once" (compra-me uma vez), onde a ideia é comprar itens que durem toda uma vida (no theuniplanet está uma reportagem em português sobre o tema).

Rapidamente me lembrei de um vídeo que vi em tempos, sobre a obsolescência programada e aqueles produtos que são feitos para durarem apenas x tempo. 

Do documentário lembro-me bem de referirem um acordo que foi feito entre os fabricantes de lâmpadas, para que estas não durassem mais de x tempo e o caso da impressora, que tinha uma espécie de "contador" que faria com que determinada peça avariasse após x utilizações.

Já não me recordo de qual o documentário, mas este é um exemplo: 

 Foi neste documentário que conheci a lâmpada que está acesa à mais de 100 anos. Tem direito a transmissão em directo através de web cam no site centennialbulb.

 

Já a filosofia "Zero Waste" (lixo zero) não é nova para mim, sigo mesmo no pintrest o blog going zero waste

Neste caso, o desafio é tentar viver gerando o mínimo de resíduos possível. Dar primazia à política dos 3R's: reduzir, reutilizar, reciclar, não comprar itens desnecessários, tentar adquirir produtos com uma boa durabilidade (buy me once), etc..

Em muitos casos conseguem colocar todo o lixo gerado num ano dentro de um frasco de vidro!

Também no site theuniplanet existe uma pequena reportagem, em português, sobre o tema.

E um video que assisti há pouco tempo no facebook, sobre o vestuário

 

Cá em casa estamos muito longe destas duas filosofias, às vezes por falta de tempo, outras por preguiça, comodismo, enfim. Mas fazemos algumas pequenas coisas:

- compostagem no quintal (agora com as galinhas ainda se tornou mais fácil, comem quase tudo e nunca foi tão fácil fazer composto)

- restos de comida vão para os cães/gato/galinhas (também comem ração adaptada às respectivas espécies)

- roupa dos mais velhos vai para os mais novos ou para os primos/primas

- já uso sacos reutilizáveis à bastante tempo, uns dois anos antes da "lei dos sacos"

- regra geral uso detergente para a roupa caseiro

- as toalhitas para limpar o rabiosque do R. são reutilizáveis

- tento reutilizar algumas peças de roupa para outros fins (remendos, panos, bolas de secagem da roupa).

 

Mas sinto que tenho de me esforçar um pouco mais, ainda geramos muito lixo e o planeta é só um.

 

publicado às 23:10

Bolas para secar a roupa ("Dryer balls")

05.12.16

Descobri no pintrest uma publicação sobre "dryer balls". Desconhecia o que era e fui pesquisar.

Supostamente, a utilização de bolas (de ténis, por exemplo) ajuda na secagem da roupa na máquina de secar (também encontrei publicações que asseguram que as bolas de lã feltrada, usadas na máquina de lavar, ajudam a que a roupa saia com menos rugas e mais seca - por exemplo aqui) .

No caso da máquina de secar, a ideia é permiotir que o ar circule melhor pelo interior das peças de roupa, ajudando a que sequem mais depressa (e também fiquem mais fofinhas).

 Dado que sou muito preguiçosa para estar a fazer bolas feltradas (feltrar a lã demora o seu tempo), pequei noutra ideia que vi noutros sites (por exemplo aqui) e fiz 5 bolas com peúgas e cuecas velhas da B., (que de outra forma seriam encaminhadas para o lixo). No caso das peúgas, coloquei umas dentro das outras, no final torci a última, virei-a para o outro lado e cosi as pontas. No caso das cuecas, coloquei dentro de uma peúga e fechei de igual forma. 

Já usei, coincidência ou não pareceu-me que a roupa saiu da máquina de secar mais fofa e seca do que o habitual no mesmo programa.  

 

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Na foto as minhas 5 bolas, poderia ter feito mais pequenas e ter colocado no interior um pouco de óleo essencial ou mesmo alfazema seca... fica para uma próxima!

 

publicado às 12:39

Documentários interessantes - #2 "Antes do Dilúvio - Before de Flood"

02.11.16

Ainda agora foi lançado e já passou na RTP1 - Antes do Diluvio (original "Before de Flood").

“Before the Flood” — da National Geographic e dirigido por realizado por Fisher Stevens — foi feito ao longo de três anos e acompanha a jornada de alerta do ator Leonardo DiCaprio a respeito das ameaças ao meio ambiente, nomeadamente o consumo de combustíveis fósseis. O ator viaja pelo mundo visitando zonas onde as alterações climáticas têm um forte impacto e são mais evidentes. Por exemplo, as ilhas do Pacífico, que estão a desaparecer com o aumento do nível médio das águas, a Gronelândia, que está a ficar sem gelo, e a Índia que sofre cheias alarmantes."

 

Para além da questão do aquecimento global, outras questões são abordadas: o impacto da produção de óleo de palma é um deles (e os riscos do típico consumismo americano).

Muito interessante.

 

 

 

 

 

publicado às 11:51





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