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Dia Internacional da Mulher

09.03.17
Ontem comemorou-se o dia Internacional da Mulher.
Este dia "é o resultado de uma série de fatos, lutas e reivindicações das mulheres (principalmente nos EUA e Europa) por melhores condições de trabalho e direitos sociais e políticos, que tiveram início na segunda metade do século XIX e se estenderam até as primeiras décadas do XX".
No entanto, em plenos Séc. XXI, na Europa, as mulheres voltam a sentir descriminação, medo de andar na rua ou frequentar um café.
 

 

Ao invés de comemorarmos com jantares, flores e afins, deveríamos investir mais em promover a igualdade entre sexos (aceitando, claro, que há diferenças entre homens e mulheres), desmistificando estereótipos e fazendo valer os nossos direitos.

Isto começa por nós, mulheres. Começa na aceitação da nossa natureza de mulher, na aceitação do nosso corpo sem preconceitos impostos pela indústria da moda.

Na aceitação das outras mulheres, sem criticas desconstrutivas

Na educação que nós, mães, damos aos nossos filhos e filhas.

Rapazes podem brincar com bonecas, fazer tarefas domésticas, aprender a cozinhar, tratar da roupa, da casa.

Raparigas podem brincar com ferramentas, aprender bricolage, mecânica, jogar futebol.

Em não aceitarmos que pessoas que supostamente nos representam, nos discriminem

E lembremo-nos porque é comemorado este dia, nesta data e não noutra qualquer.

 

 

publicado às 11:46

Nós, Mulheres

15.02.17

Só um desabafo: porque é que nós, as mulheres, somos tão criticas umas com as outras (e connosco próprias?).

Porque estamos tão desconectadas de nós, da nossa natureza, considerando nojento manifestações naturais do nosso corpo (pelos, menstruação, o próprio envelhecimento).

Isto a propósito de alguém (mulher) que criticava no FB a foto de outras mulheres, de axilas com pelos pintados.

Se é bonito, estético, isso vai de cada um (e do que a sociedade nos impõe). Eu vejo mulheres que assumem o seu corpo, sem vergonha ou tabus, isso para mim é de valorizar. 

 

Deixo alguns pensamentos soltos, lidos em artigos no site Revista Vertigem :

(...) Estou falando de uma sociedade que exige que a mulher se esconda para não ser assediada ou quiçá violentada, como se a questão não fosse os homens não respeitarem o corpo da mulher e a considerarem um objeto de seu prazer.(...)

 

(...) não sou magra, tenho dobrinhas, celulites, meu rosto tem marcas. Você se identificou? Pois é, todas, eu disse todas nós somos assim, porque para ser o ideal do mundo machista nós teríamos que morrer. E sim, efetivamente, mulheres que tentam manter esse perfil de beleza estão morrendo, abrindo mão de suas próprias vidas ou sanidade mental (...)

 

(...) Estudando a história da humanidade, você aprende que não há muita diferença entre as bruxas queimadas na inquisição e, nós, nos tempos atuais. Bruxas não eram más, não eram vadias, eram mulheres que ousaram pensar, dançar com seus corpos gordos, magros, pretos, brancos, manchados, reais! Mulher, você não precisa ser aprovada por homem algum para ser amada, precisa mesmo é conhecer seu poder feminino (e isso não tem nada a ver com expulsar as invejosas) e saber que chamar uma outra mulher de vaca, vadia e piranha é um xingamento estendido a você mesma e à sua mãe. Precisa conhecer e viver uma palavra chamada sororidade e reconhecer que, quando ataca uma foto de outra mulher, não é porque está avaliando um crime, mas por você ter que tocar, através  da foto e dos xingamentos, em todas as suas dores, amarguras, medos e abandonos. (...)

 

Aqui falo de mulheres, mas possívelmente os homens também "sofrem" destas pressões. "Homens não choram", por exemplo, é uma frase tão castradora e limitadora da natureza masculina... 

publicado às 14:45


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