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Arranjar ou comprar novo?

17.01.17

A propósito da necessidade de refrear o consumismo, o reduzir, reparar e afins, ontem senti na pele como é tão fácil deitar fora...

Chego à escola do Z., a auxiliar faz-me notar que a roupa extra que está na mochila dele é de verão (havia necessidade de lhe trocarem as calças mas só tinha uns calções... ups!). Lá fomos ao cabide, ao pegar na mochila noto que tem o fecho descosido.

Primeiro pensamento: "ah, a mochila já é velha, compro outra". O meu grilo falante alertou-me, e muito bem, que a mochila está relativamente boa, fica meses pendurada no cabide sem que ninguém lhe toque, qual a necessidade de deitar fora?

Já em casa, depois do jantar, dispus-me a tentar arranjar a dita. Primeiro cozi com linha branca (a mochila é vermelha), depois tentei enfiar os dentes (do fecho, tá?) no cursor, lá consegui depois de grandes voltas (incluindo o uso de um alicate e chave de fendas).

Dei mais uns pontos mas resolvi cozer por cima em vermelho (e descoser no final a linha branca). O resultado estava mais ou menos, mas não interessa, afinal era para colocar no cabide. Arrumo a linha vermelha, tento fechar o zipper, o que leva a que o mesmo feche mal, a pega se parta, o fecho se volte a descoser... 

Não me senti vencida, fui buscar novamente a linha vermelha (mas que entretanto se tinha enrolado no fecho da bolsa onde guardo as linhas!!!), mais uns pontos, uma espetadela de agulha, um apertar do cursor. Ficou bem (pensei eu) mas ao fechar o fecho abre-se (haaaaaa), mais umas manobras (por esta altura já estava de volta daquilo há uns bons 40 minutos), um pouco de cola e a questão resolveu-se! Consegui fechar a mochila, agora rezo (ou rezaria, se fosse crente) para que nunca, mas mesmo nunca, seja necessário abrir a mochila!

 

 

 

 

 

 

publicado às 14:46

Documentários interessantes - #4 - O Café de Chernobyl

17.01.17

Ontem o pós e contras foi dedicado à Central Nuclear de Almaraz.

Não vi o programa, até porque nos últimos a que assisti a Fátima foi de uma parcialidade gritante.

Após o programa, a RTP1 passou um documentário dedicado a Chernobyl. Interessante e assustador.

 

É assustador pensar que sou bem capaz de ter utensílios metálicos em casa a emitir radiação (as aldeias em redor foram saqueadas, o metal resultante do saque foi fundido, vendido para a China e a partir daí, já se sabe, chegou ao resto do mundo).

A central apenas foi descativada em 2000 (os 3 reactores restantes continuavam em funcionamento), no entanto ainda existem trabalhadores no local, já que os reactores têm de continuar a ser monitorizados.

E actualmente o governo da Ucrânia pretende começar a usar os terrenos da área irradiada, mesmo da zona proibida, para usos agrícolas. Do ponto de vista económico eu percebo, a zona tem uma área aproximada à do Luxemburgo. Mas, e a segurança de tais alimentos? Que facilmente irão chegar à cadeia alimentar através da alimentação directa ou indirecta (alimentação animal para consumo humano).

Só me lembro da célebre frase, "os deuses devem estar loucos".

 

 

 

 

publicado às 11:27


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