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Um blog que serve como memória virtual para temas do meu interesse.
Ainda na continuação de snacks "home made", fiz recentemente barrinhas de "cereais" (cereais entre aspas, já que as minhas não levaram os ditos). Já não é a primeira vez que as faço, quanto a mim o truque é colocar algo que dê uma consistência pastosa e ligue os restantes ingredientes. Por norma esse ingrediente é o mel (que também lhes dá o doce) mas eu uso tâmaras ou pasta de tâmaras (compro nas lojas de produtos biológicos). Estas levaram:
- 2 maçãs cozidas (é opcional, mas estavam à demasiado tempo na fruteira e resolvi aproveitar antes que se estragassem)
- pasta de tâmaras
- amendoins e amendoas picados grosseiramente
- sementes de sesamo, abóbora e linhaça
- pepitas cacau cru
- canela, gengibre em pó e uma pitada de sal
- passas (um restinho que andava lá por casa)
Fiz o purê na yammi (cozi as maçãs com um pouco de canela - uns 6 minutos a 100ºC velocidade 1), juntei a pasta de tâmaras (umas 100 g) e triturei (uns segundos na velocidade 7-8). Anexei os ingredientes mais duros (amendoins e amendoas) e as passas, voltando a triturar (velocidade mais baixa, 5-6, o tempo necessário para que ficassem bem misturados, com os amendoins e amendoas picadas). No final juntei as sementes e as pepitas de cacau, misturei uns 10 segundos na velocidade 4. Obtive assim uma pasta.
Forrei um tabuleiro com papel vegetal, a ideia é colocar a massa, comprimindo com uma colher, de modo a que fique bem compactada e com cerca de 1-2 cm de altura.
Forno a 180ºC, cerca de 20 minutos.
A quantidade de vezes que já vi esta receita na net é impresssionante... mas sempre tive algum receio de a fazer, até porque não estou habituada a comer abacate.
Mas o facto é que fica boa, e o ser saudável é um bónus muito apreciado!
Então os ingredientes foram:
- 1 abacate;
- 1 banana madura;
- quatro tâmaras medjol;
- chocolate negro (actualmente tenho em casa um biológico, marca vivani, com 92 % de cacau e adoçado com açúcar de coco).
- Um pouco de natas (coloquei leite de coco, de lata - também bio) para ajudar a derreter o chocolate.
A confeccção é muito simples:
Triturar as tâmaras na yammi (podem ser demolhadas primeiro), juntando o abacate e a banana. (Ter paciência para que as tâmaras fiquem bem desfeitas). Juntar o chocolate derretido e continuar a bater.
Coloquei numa taça, decorei com coco ralado e morangos. Fria estava uma delicia!
Ando a tentar eliminar o glutén em particular (e cereais no geral) da minha alimentação. O que se torna uma tarefa muito complicada, se não tivermos algum tempo/paciência para fazermos os nossos próprios alimentos e snacks.
Depois de ter visto algures (na web) umas bolachas tipo "crakers" caseiras, resolvi tentar fazer algo semelhante em casa. Mais uma vez, a olhómetro! Mas os ingredientes foram estes:
- Farinha de linhaça (compro já feita)
- Farinha de amêndoa (trituro na Yammi)
- cogumelos desidratados também triturados na yammi
- Amêndoas em pedaços bem pequenos pequenos, sementes de girassol, abóbora e linhaça
- sal, pimenta preta, pimenta rosa, óregãos...
Misturei tudo numa taça, juntei um pouco de azeite e água, amassei e deixei a descansar uns 10 minutos. A consistência fica um pouco para o pegajoso.
Num tabuleiro, coloquei papel vegetal, a massa, papel vegetal sobre a massa e passei o rolo, de modo a que fiquem bem finas. Antes de ir ao forno marquei os quadrados com uma faca.
Forno, 175 ºC cerca de 20 minutos.
Um destes dias estava atriturar amêndoas para fazer farinha (uso nas panquecas da manhã) e estas quase viraram manteiga. Vai daí, lembrei-me de tentar fazer a "famosa Nutella" saudável. Só que a nutella leva avelãs e eu tinha amêndoas... um pequeno pormenor, que não me atrapalhou em nada.
Então juntei amêndoas, duas tâmaras medjol, chocolate preto a 70%, canela, óleo de coco e leite de coco. Tudo a "olhómetro". Fui triturando, juntando mais leite de coco para tentar obter uma consistência cremosa.

Alguns erros: devia ter triturado primeiro as amêndoas, juntando depois os restantes ingredientes. No final ficou ainda muito pastoso, na próxima vez junto mais leite de coco ou óleo de coco (imagino que com o óleo de coco fique sólido no frigorifico mas derreta num crepe ainda quente...). Mas ficou delicioso! (para as crianças poderia ter juntado mais umas duas tâmaras, mas para mim ficou perfeito de doce).
Qualquer alimento empacotado tem na sua lista de ingredientes pelo menos um aditivo (vulgo "E"). Mas o que são estes aditivos? Serão perigosos ou nem por isso?
Em 2014 andei a ler uns livros sobre tumores, alimentação saudável, dieta mediterrânica, ... a ideia era preparar uma publicação sobre "Alimentação Mediterrânica e a Prevenção de Tumores", a distribuir num grupo-alvo especifico.
Títulos como "Comer para Viver", "Alimentação Saudável, Alimentação Segura", "Comer para Vencer o Cancro", entre outros, foram alvo de leitura atenta.
Num destes livros abordava-se o tema dos aditivos alimentares, com algumas questões pertinentes:
- Os aditivos são aprovados para consumo humano mas foram testados individualmente, logo desconhece-se a interacção entre uns e outros.
- Não estão estabelecidas doses máximas diárias (mas estarão definidas doses máximas para o produto "a tratar"), mas mesmo que estivessem seria muito difícil determinarmos se estamos ou não a exceder essa dose, uma vez que estes aditivos surgem em vários alimentos, em quantidades não determinadas no rótulo.
- Desconhece-se o seu efeito em organismos em crescimento, como os das crianças (no entanto alguns, tais como os corantes E-102 e E-129, são largamente utilizados em produtos cujo publico alvo são as crianças).
Ou seja, os aditivos são uma grande incógnita e omnipresentes na maioria dos alimentos embalados. Leiam um rótulo de pão e ficarão surpreendidos. Por exemplo:
- Pão Baguete de trigo:
Farinha de TRIGO, água, levedura, sal, melhorante (antiaglomerante (E170), farinha de SOJA, emulsionantes (E472e, E471), reguladores de acidez (E341, E340, E339), agente de tratamento da farinha (E300), dextrose, enzimas, farinha de TRIGO). Pode conter vestígios de ovo, amendoim, leite, frutos de casca rija, sementes de sésamo e sulfitos. (retirado do site continente on line)
(Claro que alguns pães têm uma lista de somente 3 ingredientes - farinha, água e sal - por norma pães regionais, como o "Rio Maior" ou "Moita".)
Mas o que são estes aditivos?
Um aditivo alimentar possui um número "Exxx" quando passa os testes de segurança e é aprovado para utilização em toda a União Europeia. São utilizados para alterar a composição do alimento, seja para ficar com mais cor ou mais sabor ou para se conservar durante mais tempo:
Apesar de regra geral surgirem identificados nos rótulos com o código "Exxx", em alguns produtos começam a surgir com o seu nome, sendo assim mais dificil de os identificarmos. No entanto, regra geral são nomes estranhos, que surgem no final da lista de ingredientes.
E como saber, no meio do supermercado, o que significam esses E's? Eu instalei uma aplicação no telemóvel, o "Editivos", que permite saber o significado daquele código e nos dá logo o grau de risco do mesmo.
Sobre o grau de risco, existem algumas tabelas disponíveis na web, tais como esta, divulgada no site BabySol, Segurança Alimentar e Nutrição Infantil

E já agora, uma informação final, sabiam que um corante largamente utilizado, o vermelho carmim, provem de insectos esmagados?
O E120. Nhamiii, que delicia :)


... é o creme de beterraba!
Basicamente um creme "normal" (batata, cenoura, cebola ou alho francês, eventualmente courgete, às vezes lentilhas - bastante ricas em ferro) ao qual se acrescenta uma beterraba média. Fica uma sopa vermelha, do agrado dos miúdos lá de casa (baby incluído).
Por norma deixo-os fazer uns "bonecos" com um pouco de natas vegetais, o que dá outra piada à sopa.
Todas as minhas sopas levam pouco sal, um pouco de cúrcuma e de pimenta preta.
Cúrcuma? Sim, a cúrcuma (ou açafrão da terra, não confundir com o açafrão da Índia, que é uma especiaria com propriedades diferentes), um tempero muito utilizado na cozinha indiana e com imensas propriedades "medicinais". Em tempos vi um documentário sobre alimentação vs cancro, recordo-me de uma parte em que salientaram existirem na Índia certas localidades com níveis baixíssimos (ou mesmo inexistentes) de tumores malignos, sendo que um dos factores preventivos seriam as especiarias utilizadas na alimentação, em especial a cúrcuma (que é um dos ingredientes do caril).
E porquê a pimenta preta? Em todos os locais onde leio sobre as vantagens da cúrcuma, fala-se que os seus benefícios são potenciados pela presença de pimenta preta e azeite.
Quanto à beterraba, é um tubérculo muitas vezes mal amado mas é pena, ela tem inúmeras propriedades benéficas, sendo que é moderadamente rica em ferro.
De acordo com o INSA podemos ver que é rica em minerais e algumas vitaminas.